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Senhora Amazônia Teus rios voadores Tuas matas sagradas Teu solo fecundo Nós vamos guardar Canoas e remos Estrada molhada Por entre as árvores O sol nascerá São janelas que se abrem No meio da mata Para olhar com esperança A vida na terra Para ver o mapinguari A Matinta e o Matim Tim Curupira enganar o caçador E botar para correr Quem chega na Amazônia para tocar o terror Sinto o vento vargeiro Chegar bem devagar Seu sopro é mensageiro Traz segredos do rio e do mar Quero mais que 80% De mata em pé Quero mostrar ao curumim O que lhe é de direito proteger Para no fim descansar No mundo da ancestralidade Sany Amazônia Sany paranawaçu Iapã indá tana Saisu Iapã kumiça muki may-sangara tuiuka. Ikumi, ikumi, ikumi
A forma como a última estrofe é expressa pode ser interpretada como um recurso literário de referência à ancestralidade da autora.