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Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, publicado na revista Science, analisou o genoma de 2.723 brasileiros de diferentes regiões e mostrou que três genes associados a fertilidade, imunidade e metabolismo energético sobreviveram ao processo de colonização e à intensa miscigenação que aconteceram no território brasileiro. Segundo uma das responsáveis pelo estudo, o sistema imunológico está relacionado a uma ancestralidade africana, o sistema de metabolismo energético teria vindo dos povos indígenas e a fertilidade teria sido herdada dos europeus. “É algo que lá atrás fazia sentido para a sobrevivência desses indivíduos”, complementou.
Apesar da grande miscigenação, ainda há no Brasil subpopulações isoladas (em comunidades indígenas, por exemplo), nas quais os indivíduos são mais suscetíveis a acasalar com um parente relacionado que nas grandes populações; assim, ocorrem cruzamentos consanguíneos, que aumentam a frequência de heterozigotos em uma população e podem resultar em maior ocorrência de distúrbios genéticos recessivos.