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O estudo do desenvolvimento das ciências vai muito além da simples percepção da progressão da técnica ou do entendimento de como determinado objeto surgiu e de como ele funciona. Acima de tudo, trata de compreender as variáveis incutidas nos desdobramentos da evolução científico-tecnológica. Saber quem melhor se aproveitou dessa evolução, qual teria sido sua finalidade e quais mudanças sociais e de concepções culturais a ciência operou constitui o objetivo último do historiador da ciência. Partir da máxima de Francis Bacon, de que o saber confere poder, pode ser um início muito esclarecedor para essa questão.
A ciência tem como pressuposto de sua práxis a utilização de modelos teóricos que obedeçam a determinados princípios, sem que isso implique a aceitação de uma razão universal e impessoal, à medida que os indivíduos inventam e constroem diversas racionalidades inerentes a cada sociedade e seus respectivos tipos de saberes. Estes, por sua vez, exprimem estruturas, valores e projetos específicos que geram, no interior dessas sociedades, concepções peculiares de conhecimento, posto que o modo de questionar é solidário com o modo de ser e viver, de crenças e valores, de práticas e instituições, presentes em cada grupo social.
Assinale a opção cujo conteúdo apresenta reescrita que mantém as relações de sentido e a correção gramatical do seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Acima de tudo, trata de compreender as variáveis incutidas nos desdobramentos da evolução científico-tecnológica.” (R. 4 a 6).