///
Quem paga o salário da poeta? A palavra? De mãos atadas não Custeia Conta Luz Água Aluguel da casa A comida da menina. Poesia não pode ser vendida. Palavra escrita não sentida Não faz sentido nenhum, Nem aqui nem em lugar algum. Quem teima em vender poesia Corre risco de sete anos de azar, Paralisia nos dedos da língua Da mente seca de inspiração Palavra não vai mais brotar Na terra da sensibilidade Insensível a olhos cegos. Vai comer de quê? Morar o quê? De palavra? Vou viver poesia!
O poema apresentado revela o desejo de continuar a escrever mesmo que o retorno financeiro do trabalho da escrita não seja satisfatório. Essa revelação encontra-se principalmente no verso