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A cada instante, a quantidade de informações disponíveis para processamento pelo cérebro é formidável: todo o campo visual, todos os estímulos auditivos e olfativos, toda a informação relativa à posição do corpo e ao seu estado de funcionamento.
Esses estímulos precisam ser processados em conjunto, de modo que o cérebro possa montar uma imagem coerente do indivíduo e de seu ambiente. Isso sem contar os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação. Você realmente esperava processar todos os estímulos a cada momento e ainda formar registros duradouros de todos eles?
O que faz com que a memória se torne seletiva não é o mundo atual, informatizado, rápido e denso em informações. Ela o é por definição, já que sua porta de entrada é um funil poderoso: a atenção, que concentra todo o poder operacional do cérebro sobre uma coisa só, aquela que for julgada a mais importante no momento.
No texto 1A1AAA, ao utilizar a expressão “Isso sem contar” (R.8), a autora sugere que “os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação” (R. 8 a 10) fazem parte do conjunto de