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Competência é uma palavra polissêmica. Uma das razões da variabilidade de seu significado é a diversidade dos contextos e dos campos de conhecimento em que ela é usada. Em 1986, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa apresentou o seguinte verbete para os usos correntes à época: Competência (do latim competentia) s. f. 1. Faculdade concedida por lei para um funcionário, juiz ou tribunal para apreciar e julgar certos pleitos ou questões. 2. Qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade, aptidão, idoneidade. 3. Oposição, conflito, luta.
Os dois primeiros sentidos, transpostos para o mundo do trabalho, indicam que a palavra competência refere-se ou às atribuições do cargo ou à capacidade do trabalhador de apreciar, resolver ou fazer alguma coisa.
Posteriormente, o Dicionário Houaiss atribuiu dez significados ao termo. Os sete primeiros são especificações ou derivações dos três sentidos já registrados no Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Os outros três sentidos são relacionados à gramática, à hidrografia, à linguística, à medicina e à psicologia.
Acompanhando essa tendência, a área educacional, em especial a da educação profissional, tem multiplicado os sentidos e usos da palavra competência. Por exemplo, ao se discutir uma proposta educacional baseada em competências, é importante especificar o conceito de competência adotado e a forma como ele é utilizado para se discutir o modelo pedagógico decorrente.
No texto CG3A1BBB, a oração “ao se discutir uma proposta educacional baseada em competências” (R. 25 e 26) exprime, no período em que ocorre, uma ideia de