///
A primeira coisa que os bebês do Centro de Educação Infantil (CEI) Hilca Piazero Schnaider, de Blumenau–SC, fazem quando pegam um livro é colocá-lo na boca. Mas isso quando têm quatro ou cinco meses de idade, porque com dez meses de idade eles já querem ler sozinhos. “Seis meses depois do primeiro contato com os livros, alguns já ficam na frente da estante apontando e pedindo para eu ler uma história”, conta a professora Valdirene Knott. No início, eles recebem livros bem coloridos de materiais resistentes, como plástico, tecido ou madeira, para brincar e morder à vontade. Aos poucos, a professora começa a mostrar e a dar nome às figuras, ensina a folhear e só depois inicia a leitura. “A intenção é criar um vínculo entre a criança e o livro para que ela se torne um adulto com paixão pela leitura”, diz a diretora do CEI. A creche é pública e atende, em período integral, a oitenta crianças. A maioria não tem livros em casa nem o estímulo dos pais para a leitura, de modo que o único contato com a literatura acaba sendo o da sala de aula.
Já no CEI Olga Bremer, que atende a 250 meninos e meninas, as professoras desenvolvem um projeto com crianças de quatro e cinco anos de idade que envolve diretamente os pais na leitura. A partir do segundo bimestre letivo, todo final de semana, uma criança leva para casa um clássico da literatura infantil para que o pai ou a mãe leia para ela. Na segunda-feira, ela deve recontar com suas palavras a história para os colegas. “O maior objetivo é que os pais percebam a qualidade das histórias que estão sendo trabalhadas com seus filhos”, diz a professora Ilda de Carvalho Silva. O aluno que vai levar o livro é escolhido por sorteio; já a escolha da obra fica por conta do gosto da criança, e não há problema se ela já tiver levado o livro antes.
Tendo o texto 5A4AAA como referência inicial, assinale a opção correta.