///
Os medicamentos dividem-se em duas categorias: medicamentos de referência e medicamentos genéricos. Os de referência são desenvolvidos e comercializados por determinado laboratório farmacêutico, público ou privado, enquanto seus genéricos são produzidos por outros laboratórios, geralmente após o fim da patente exclusiva. Do ponto de vista de médicos e pacientes, não importa se os medicamentos são de referência ou genéricos, eles devem ser eficientes, conter as doses do princípio químico ativo exatamente como divulgado na caixa, e ser livres de impurezas tóxicas. Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais, ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em condições normais. Além disso, espera-se que os genéricos sejam bem mais baratos.
Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos citados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo. Milhões de pessoas com baixo poder aquisitivo tiveram acesso a medicamentos pela primeira vez. No entanto, estudos e escândalos têm alertado a comunidade médica para o risco da disseminação descontrolada de medicamentos de qualidade questionável. Um dos perigos desse comércio ilícito, além dos maus-tratos aos doentes, é a difamação dos genéricos.
A disseminação de medicamentos de qualidade duvidosa é uma ameaça à boa fama conquistada pelos medicamentos genéricos ao longo de sua história.