///
Os lixões são depósitos sem qualquer controle, fontes de enormes impactos ambientais, causadores de contaminações — como, por exemplo, contaminações do solo, dos lençóis freáticos, das fontes de água — e lugares responsáveis pela proliferação de insetos transmissores de inúmeras doenças. São, portanto, um perigo constante à saúde e à qualidade de vida de todos. Os lixões deverão dar lugar a aterros sanitários, que, se não representam uma solução perfeita, ao menos são locais mais adequados para o depósito dos rejeitos, uma vez que evitam problemas como os citados anteriormente.
As cidades precisam se comprometer a dar cumprimento à Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Uma maneira de fazer isso é adotar políticas de gestão eficiente dos resíduos a fim de que a menor quantidade possível desses materiais precise ser encaminhada para os aterros. Para que isso seja possível, será necessária a implantação ou a ampliação da coleta seletiva de lixo, além de apoio efetivo ao trabalho desenvolvido pelas cooperativas de catadores. Capacitar essas pessoas e dar-lhes condições dignas de trabalho são requisitos fundamentais para o sucesso da lei e para a melhoria das condições de vida e de trabalho desses profissionais. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem, muitas delas em condições bastante precárias.
O Brasil produz mais de 220 mil toneladas de lixo domiciliar por dia, o que resulta em mais de um quilo de lixo por pessoa. Ao menos 90% de todo esse material poderia ser reaproveitado, reutilizado ou reciclado. Apenas 3% acabam sendo efetivamente reciclados, um destino mais nobre do que o de se degradar e contaminar o nosso ambiente. Os especialistas calculam que o Brasil deixa de ganhar ao menos 8 bilhões de reais por ano por não reciclar toda essa grande quantidade de resíduos gerados no país.
Para o autor do texto II, a solução do problema do lixo nas cidades grandes passa pela