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O termo “Barroco” tem origem portuguesa, significando uma “pérola de formato irregular”. O termo é emprestado das belas artes para descrever uma arte que era considerada (pelos padrões renascentistas) como “anormal, bizarra, exagerada, de mau gosto, ou grotesca”. A arte desse período, assim como a escultura e a arquitetura, era considerada como excessivamente decorativa, dramática, extravagante e emocional. Esses termos podem ser aplicados de forma geral à música desse período: excessivamente decorativa por meio da prática da ornamentação; dramática nas óperas, oratórios e cantatas; extravagante na produção de música direcionada a exibir o virtuosismo do solista; e emocional na doutrina dos afetos (representação musical de certas emoções características).
O grande princípio regulador da suíte instrumental barroca consiste na alternância lento/rápido, tal como se faz evidente nas suítes francesas para alaúde e cravo de meados do século XVII.