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Os números mais recentes divulgados pela Associação dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) demonstram que, mês a mês, recua nos investimentos a participação dos produtos fabricados no país. Desde 2009, a fatia da produção local recua sistematicamente. Em setembro, os importados representaram 66% da demanda. Em 2007, quando a desindustrialização se acentuava na economia brasileira, o índice já era elevado, mas não tanto (52%). As vendas do setor, contudo, voltaram a crescer desde a criação de uma linha de crédito subsidiado do BNDES ao custo de 3% ao ano. No acumulado entre janeiro e setembro de 2013, a demanda cresceu 7,1% na comparação com o mesmo período de 2012. E o segmento fechará 2013 com um déficit comercial de cerca de 20 bilhões de dólares. “O setor passa por uma desindustrialização que podemos chamar de silenciosa”, diz o diretor da ABIMAQ. A classificação teria a ver com o fato de o faturamento e o nível de empregos das empresas do setor terem-se mantido relativamente estáveis, à medida que as fabricantes, a partir dos anos 90 do século passado, tornavam-se principalmente montadoras de itens importados. “A indústria de eletrodomésticos é pro forma, pois, na verdade, é importadora. Isso ocorre em todos os segmentos da indústria de transformação e, com certeza, no setor de bens de capital.”. Só na aparência. In: CartaCapital, 6/11/2013, p. 56-7 (com adaptações).
Nos trechos ‘pois, na verdade, é importadora’ (R.22) e ‘e, com certeza, no setor de bens de capital’ (R.24), as vírgulas foram empregadas para isolar apostos explicativos.