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Um conjunto de mudanças quantitativas e estruturais nas universidades tem promovido o surgimento de um novo tipo de instituição acadêmica, que ocupa papel de destaque no funcionamento proposto pelo modelo dinâmico da “hélice tripla”, ou modelo de pesquisa multidirecional. Nesse caso, além de desempenhar suas tradicionais atividades de ensino e pesquisa, a universidade estaria assumindo a missão de usar o conhecimento científico produzido em suas pesquisas para apoiar o desenvolvimento social e econômico do ambiente.
Entretanto, há estudiosos que afirmam que as universidades não se estruturam em função dessas atividades, mas que essas instituições as articulam convenientemente de acordo com as possibilidades apresentadas por sua história e tradição, pelos recursos financeiros e humanos de que dispõem, pela “clientela” que devem atender, pelo contexto social vigente, pelas políticas públicas e privadas que as afetem direta ou indiretamente. Sugerem que as universidades desempenham três diferentes funções — ensino superior em massa (licenciatura); ensino superior profissional (bacharelado) e pesquisa para a resolução de problemas; e formação de pesquisadores acadêmicos (formação de mestres e doutores e publicação de artigos científicos) —, e que as inúmeras combinações possíveis dessas funções são a variável-chave na explicação da posição ocupada pelas universidades em quaisquer classificações.
Adicionalmente, outros subtemas ajudam a conformar o universo de estudos que tratam da relação entre universidades e empresas. São relevantes, nesse contexto, o efeito do arcabouço legal que designa a própria universidade como beneficiária da exploração comercial dos resultados de suas pesquisas, ainda que financiadas com recursos governamentais; o processo de criação e a avaliação de desempenho dos escritórios de transferência de tecnologia e o processo de criação de empresas dedicadas a explorar os resultados das pesquisas acadêmicas como iniciativa empreendedora dos seus pesquisadores, entre outros.
As orações “que as universidades (...) diferentes funções” (ℓ.17-18) e “que as inúmeras (...) quaisquer classificações” (ℓ.22-25) são coordenadas e funcionam como complemento da forma verbal “Sugerem” (ℓ.17), cujo sujeito é indeterminado.