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A educação superior no Brasil não pode ser discutida sem que se tenha presente o cenário e o contexto em que ela surgiu, ou seja, é preciso analisá-la desde o seu surgimento até a sua realidade atual, nos panoramas local, regional e mundial.
O Brasil está localizado na América Latina, um continente visto por muitos como de exacerbada pobreza. É, sem dúvida, um continente de muitas desigualdades, tanto no âmbito social quanto no âmbito territorial. Conforme resultados de estudo do Banco Mundial, a América Latina é o continente com o maior número de desigualdades, em vários aspectos, incluindo-se, entre eles, a distribuição de renda, as despesas com bens de consumo e serviços, o acesso à saúde e, principalmente, o acesso à educação.
Em virtude desses fatos, a universidade latino-americana, desde o seu surgimento, tem assumido um papel muito maior do que sua responsabilidade formativa. Ela traz para si a decisão de formar cidadãos empenhados com o compromisso social, com a luta pela diminuição das desigualdades, com a criação de oportunidades para todos, com o compromisso do desenvolvimento econômico e social e com a construção e manutenção de identidades culturais.
O grande desafio para os países latino-americanos consiste em oferecer aprendizagem, investigação e oportunidades de trabalho para seus indivíduos de forma equitativa e equilibrada, a fim de assegurar conhecimentos avançados que promovam o desenvolvimento de suas economias, uma vez que esses países estão se convertendo em protagonistas do mercado global. Os países da América Latina têm buscado criar cada vez mais oportunidades para formar seus cidadãos e aumentar as reservas de capital intelectual e de profissionais altamente qualificados, além de dar-lhes condições de acesso ao mercado de trabalho com vistas à geração de renda e melhoria de condições de vida.
os profissionais formados pelas universidades latino-americanas têm acesso garantido ao mercado de trabalho.