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O conceito de consumo consciente não envolve apenas o que você consome, mas também como você consome um produto, de quem você o adquire e qual será o seu destino após descartá-lo. Pouco adianta usar sacolas retornáveis de uma empresa que não toma o devido cuidado em seu processo de produção, ou comprar alimentos orgânicos de um produtor que não registra devidamente seus empregados, mas utiliza mão de obra infantil ou escrava.
Pesquisa recente promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) apontou que dois terços dos brasileiros disseram desconhecer o significado do termo consumo consciente. Dos que responderam saber o seu significado, 54% o definiram como o ato de consumir produtos ou serviços que não agridam o meio ambiente nem a saúde humana.
Há diversas abordagens sobre a definição de consumo consciente. De maneira geral, todas elas passam pela prática de consumir produtos com consciência de seus impactos, buscando a sustentabilidade.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), por exemplo, indica que a utilização de bens e serviços precisa atender às necessidades básicas e proporcionar melhor qualidade de vida. Ao mesmo tempo, um produto ou serviço deve minimizar o uso de recursos naturais e materiais tóxicos, assim como diminuir a emissão de poluentes e a geração de resíduos.
Para o MMA, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária do cidadão para garantir a sustentabilidade da vida no planeta. Envolve a ampliação dos impactos positivos e a diminuição dos impactos negativos no meio ambiente, na economia e nas relações sociais.
A supressão da vírgula empregada imediatamente após a sigla “(PNUMA)” (l.20) acarretaria incorreção gramatical do texto.