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Horário de verão — o que é e por que é adotado
O principal objetivo do horário de verão é o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora, de forma a se reduzir a concentração de consumo de energia elétrica no horário entre dezoito e vinte horas. A redução no consumo simultâneo, considerando-se os vários usos possíveis, prolonga esse período de maior consumo até as vinte e duas horas, diminuindo o seu valor máximo, chamado de demanda. Esse fato leva a um menor carregamento de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição, reduzindo o risco de não atendimento às cargas no horário de ponta, em uma época do ano em que o sistema é normalmente submetido às mais severas condições operacionais, uma vez que esse é um período de grande consumo. A redução da demanda máxima impacta também a necessidade de novos investimentos em geração e transmissão de energia elétrica, que diminui.
Assim, a redução dos picos máximos nos horários de demanda por energia, proporcionando uma utilização mais uniforme durante o dia, é uma medida de eficiência energética. Quanto mais uniforme é a utilização da energia nos períodos diário, mensal e anual, mais bem aproveitados são o sistema elétrico disponível, os recursos energéticos e os naturais.
Nos últimos anos, a redução média da demanda tem se situado em torno de 5% nas regiões onde foi aplicada a medida. As análises também demonstram que essa redução da demanda de ponta tem evitado novos investimentos da ordem de dois bilhões de reais a cada ano na construção de usinas geradoras de energia. A economia que se obtém no consumo de energia, cerca de 0,5%, em MWh, é considerada um ganho decorrente, ou marginal, mas não pode ser desprezado.
A correção gramatical do texto seria mantida caso