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A transmissão segura de dados sigilosos, que é um velho e importante problema, continua sendo uma questão estratégica para qualquer sociedade moderna.
Para começar a abordá-la, vejamos de forma simplificada como as transmissões de dados são feitas de forma segura atualmente. Suponha-se que uma pessoa deseje fazer uma compra por meio da Internet e pagá-la com o cartão de crédito. Nesse caso, é necessário enviar os dados pessoais do comprador e o número do cartão de crédito para a loja.
O problema é que, na transmissão, pode haver um espião conectado à rede, interessado em bisbilhotar a comunicação para obter os dados pessoais e, principalmente, o número do cartão de crédito do comprador. Para evitar a espionagem, as lojas virtuais utilizam a criptografia por meio de um método conhecido como protocolo de chave pública.
O computador do internauta comprador irá utilizar essa chave para codificar — ou encriptar, como se diz no jargão da informática — as informações pessoais e o número do cartão de crédito. Na prática, isso significa que esses dados secretos são digitalizados — ou seja, codificados — e, em seguida, é realizada uma operação lógica que envolve a chave e os dados secretos. Essa operação lógica é equivalente a uma operação matemática realizada na base binária.
A segurança de se usar a chave pública reside no fato de que qualquer pessoa pode utilizar essa sequência de bits para encriptar (codificar) os dados, mas apenas a loja virtual que a gerou poderá decodificar (desencriptar) os dados. Para realizar a decodificação, é necessário ter uma segunda sequência de bits lógicos — a chamada chave privada — e fazer uma nova operação binária, envolvendo os dados encriptados e a chave privada. Esta última é chamada privada porque só aquele que gerou a chave pública consegue produzir também a chave privada.
Se um espião tentasse decifrar os dados encriptados utilizando um computador moderno, ele levaria muitos anos, mesmo que dispusesse do computador mais rápido hoje existente. Por isso, esse é o sistema mais utilizado na atualidade por lojas virtuais de Internet, bancos etc.
A oração “Para evitar a espionagem” (l.13) denota a finalidade da utilização do protocolo de chave pública pelas lojas virtuais.