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Poucos indicadores são tão cruciais para o avanço do país quanto o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que produz a mais abrangente e precisa radiografia sobre a sala de aula brasileira. A última leva de dados, divulgada na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC), mostra, por um lado, que houve avanços nos dois últimos anos, mas, por outro, que a distância entre o Brasil e os melhores do mundo é ainda longa. Para se ter uma ideia, no segundo ciclo do ensino fundamental, apenas 3% das escolas ombreiam hoje com o padrão da OCDE. Quase a metade patina em um patamar sofrível ― sem passar da nota 4. É diante desse cenário que reluz um conjunto de bons colégios que conseguiu desprender-se da média de maneira extraordinária, alcançando a excelência sem muito dinheiro e nenhum luxo. Ao contrário da maioria, eles prezam e cultivam a meritocracia, preservando os bons professores, e levam as metas de avanço estabelecidas pelo MEC tão a sério que se organizam em torno delas. Não foi por acaso, portanto, que as atingiram plenamente, como mostra o novo IDEB.
Assinale a opção correta a respeito de aspectos linguísticos do texto acima, adaptado da edição da revista Veja de 22/8/2012.