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As primeiras sociedades governaram-se aristocraticamente. Os chefes de família deliberavam entre si sobre os negócios públicos. Os jovens cediam, sem dificuldade, perante a autoridade da experiência. Daí os nomes de anciãos, senado, gerontes. Mas, à medida que a desigualdade de instituição sobrepujou a desigualdade natural, a riqueza ou o poder foi preferido à idade, e a aristocracia passou a ser eletiva. Finalmente, o poder, transmitido, juntamente com os bens, dos pais aos filhos, enobrecendo as famílias, tornou o governo hereditário, e viram-se, então, senadores de apenas vinte anos. Assim, há três espécies de aristocracia: natural, eletiva e hereditária. A primeira não convém senão a povos simples; a segunda, a aristocracia propriamente dita, é o melhor governo; a terceira é o pior de todos os governos. Contudo, se exige a aristocracia menos virtudes que o governo popular, requer, em troca, outras que lhe são próprias, tais como a moderação por parte dos ricos e o contentamento por parte dos pobres; porque, parece, uma rigorosa igualdade estaria aí deslocada: nem mesmo Esparta a observou.
No que se refere aos aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.