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O Brasil é signatário de pelo menos quatro convenções internacionais que tratam do combate à corrupção. No entanto, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, desperdiça cerca de R$ 7 bilhões por ano com a perda de produtividade provocada por fraudes públicas, além de figurar entre os principais países onde a corrupção é um empecilho para o crescimento. De acordo com a organização não governamental Transparência Internacional, o país ocupa a 73.ª posição no quesito corrupção, entre 182 países. Um dos motivos apontados por especialistas para esse mau desempenho é a falta de leis mais rígidas. Um levantamento da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção revela que aprová-las não tem sido prioridade do Congresso Nacional. A pesquisa mostra que, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, tramitam 139 projetos de lei que tratam, em algum ponto, do enfrentamento da corrupção. A maior parte impõe punições mais rigorosas para os corruptos, como o aumento de penas, a ampliação de prazos de prescrição e o enquadramento dos ilícitos ligados à corrupção em crimes hediondos e inafiançáveis. No entanto, as propostas estão paradas em comissões e no plenário à espera de um empurrão. Pelo menos dez projetos aguardam votação há mais de uma década.
No texto, tipicamente dissertativo, o autor expõe fatos e ideias a respeito do combate à corrupção no Brasil.