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A sociedade industrial gera valores materiais. Os valores espirituais são destruídos e não se criam outros. Pouco a pouco o povo vai perdendo sua identidade, fica à mercê da colonização cultural, e a nação se descaracteriza. O Brasil, rico em sua cultura de tantas facetas e influências, mescladas e consolidadas na feição de um país que se afirma nas tradições, no folclore, nas letras e nas artes, pouco a pouco definha, tragado pelo abandono e pela pobreza.
Os valores espirituais têm de ser preservados, os bens culturais têm de ser criados e protegidos. A cultura deve estar na mesa do planejador, como a economia. Nunca os nossos artistas e intelectuais tiveram tantas possibilidades, e nunca essas possibilidades foram tão desprezadas. Partiremos agora para o renascimento cultural. O crescimento não terá sentido, se não crescerem a cultura, o teatro, a literatura, o cinema, a música, as artes plásticas; e a memória histórica não for preservada.
A repetição sintática no trecho “Os valores espirituais têm de ser preservados, os bens culturais têm de ser criados e protegidos” (l.9-10)