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Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos. Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo, está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da humanidade contra a intolerância, a discriminação e o preconceito.
De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um “adolescente” que teve papel extremamente importante, no Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época recente.
Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos, extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que existem problemas, discriminação, preconceito e violência, não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos Humanos.
Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos, o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos, nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele está empenhado na criação de um programa voltado para a educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o combate à homofobia e o combate a todas as formas de preconceito e discriminação.
Esta sessão solene celebra momento muito importante para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo. Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos têm de ser uma política pública — é fundamental que assim seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação, pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos; nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo civilizadora.
Em relação aos elementos linguísticos do texto, assinale a opção correta.