///
Pode-se, metaforicamente, pensar o figurino como componente de uma pintura, conjunto de pinceladas, ao mesmo tempo sobre, entre e dentro de outros conjuntos de pinceladas, que são o cenário, a luz, a direção e tudo mais que compõe o espetáculo. A soma desses conjuntos injeta cor, forma e textura nos personagens que transitam em uma determinada cena, soma essa que finalmente forma o quadro. Este, agregado a todos os outros, informará os detalhes da peça de teatro, do filme, da novela de televisão, do balé, procurando, na sobreposição de todos esses fatores, a perfeita harmonia do espetáculo.
Ao criar ou adaptar um figurino, se faz um trabalho solitário, sem ouvir o direcionamento do diretor e do autor, podendo, assim, mostrar algo surpreendente, que roube a cena e ofusque todo o plano do espetáculo.