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Os homens que vieram para o Brasil de maneira regular e com mente fundadora, a partir de 1530, tiveram inicialmente necessidade de descrever e compreender a terra e os seus habitantes, com um intuito pragmático necessário para melhor dominar e tirar proveito. Ao mesmo tempo, precisaram criar os veículos de comunicação e impor o seu equipamento ideológico, tendo como base a religião católica. Tais homens eram administradores e magistrados, soldados e agricultores, mercadores e sacerdotes, aos quais devemos os primeiros escritos feitos aqui. Esses escritos são descrições do país e de seus naturais, relatórios administrativos ou poemas de fundo religioso destinados ao trabalho de pregação e conversão dos índios. Dessa massa de escritos destacam-se os dos jesuítas, sobretudo os de um natural das ilhas Canárias, que veio para o Brasil muito jovem e poderia ser considerado uma espécie de patriarca da nossa literatura: José de Anchieta (1534-1597).
Relacionados coesivamente entre si, possuem o mesmo referente os seguintes segmentos: “Os homens que vieram para o Brasil de maneira regular e com mente fundadora” (R.1-2), “Tais homens” (R.7), “administradores e magistrados, soldados e agricultores, mercadores e sacerdotes” (R.8-9) e “aos quais” (R.9).