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Diferentes pessoas, pertencendo a grupos sociais diferentes, têm não apenas histórias diferentes para contar, mas formas diferentes de contá-las, em razão de lógicas subjacentes. As histórias de vida interessam à Sociologia porque cada história, obrigatoriamente, contém e revela um universo social muito vasto na medida da ilustração que ela fornece acerca de uma formação social concreta e, ao mesmo tempo, da forma como os indivíduos e os grupos sociais específicos percebem os impactos resultantes do desenvolvimento dos contextos em que se situam. Afirma-se que a identidade se constrói, classicamente, por contraste com outros indivíduos e(ou) grupos. A subjetividade, a vida interior e as opções mais íntimas são marcadas por um êthos em que a sociabilidade assume um tom caracteristicamente marcante. A cultura subjetiva dos indivíduos só pode desenvolver-se em função de sua interação com um grupo de eleitos. Nas histórias de vida, os indivíduos expressam seus pontos de vista e sua visão de mundo. Assim, a interação é vista como processo social que dá aos atores que interagem não apenas um papel de agentes de reprodução, mas de reinventores da vida social.
Nas relações de coesão que se estabelecem entre os termos do texto, “ela” (R.6) refere-se a “cada história” (R.5) e “se” (R.10), a “os indivíduos e os grupos sociais específicos” (R.8-9).