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Cultura de paz, para mim, não é um objeto profissional, é um meio de vida. Aprendi muito cedo em casa, com a família, que a paz é a coisa mais importante do mundo. Sua cultura tem base em tolerância e solidariedade. Ela respeita os direitos individuais, assegura e sustenta a liberdade de opinião e se empenha em prevenir conflitos, resolvendo-os em suas fontes, que englobam novas ameaças não militares para a paz e a segurança, como a exclusão, a pobreza extrema e a degradação ambiental. Está intrinsecamente ligada à prevenção e à resolução não violenta dos conflitos. A cultura da paz é uma iniciativa de longo prazo, que leva em conta os contextos histórico, político, econômico, cultural e social de cada sociedade. É um processo que tem um começo, mas nunca pode ter um fim. Sua elaboração e seu estabelecimento requerem profunda participação de todos, sendo o pano de fundo de qualquer mobilização a tolerância, a democracia e os direitos humanos.
Com o emprego de “os contextos” (R.11-12), no plural, generaliza-se o significado desse termo, que, em seguida, é especificado por meio do trecho “histórico, político, econômico, cultural e social” (R.12); estariam preservadas a coerência e a correção gramatical do texto caso se empregasse o referido termo no singular — o contexto.