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A leitura de um artigo científico deve ser eminentemente crítica. Por exemplo, parece razoável desconfiar da qualidade de artigos científicos que relatem dados extremamente “de acordo com a teoria”, como genes que segregam exatamente na proporção de 3:1, taxas de crescimento constantes de 10% ao mês, experimentos nos quais todos os pacientes que receberam a droga foram curados e todos os pacientes que receberam placebo, em lugar da droga, não apresentaram qualquer tipo de reação. Enfim, convém sempre lembrar que dados verdadeiros não têm “excesso de coerência”.
O advérbio “eminentemente” (l.2) é formado com a mesma raiz presente nos vocábulos eminência e eminentíssimo, usados na forma de tratamento dirigida a cardeais.