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O ano de 2010 foi o ano da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase, a KPC. De janeiro a outubro, surgiram dois novos casos, a cada mês, de complicações por ela provocadas, com uma taxa de mortalidade em torno de 30% a 50%.
A KPC foi descrita e isolada pela primeira vez em hospitais brasileiros, depois de ter sofrido uma mutação genética que lhe conferiu resistência a múltiplos antibióticos — especialmente aos carbapenêmicos — e capacidade de tornar resistentes outras bactérias.