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Diferentemente da sociedade contemporânea, em uma sociedade de Antigo Regime, o lugar social não passava exclusivamente pela posse de bens econômicos, mas, antes, pela demarcação da diferença de condição em relação aos demais indivíduos. Na América Portuguesa, considerando a existência da escravidão, todo homem livre, principalmente se fosse branco, já era a priori um indivíduo em condição de superioridade diante de muitos outros. Contudo, para aqueles que se pretendiam principais, isso não bastava. Embora a riqueza pudesse por si só produzir uma condição de destaque, esses homens buscavam muito mais.
Carla M. C. de Almeida. Uma nobreza da terra com projeto imperial: Maximiliano de Oliveira Leite e seus aparentados. In: J. L. Fragoso; C. M. Almeida e A. C. Sampaio. Conquistadores e negociantes. Histórias de elites no Antigo Regime nos trópicos. América lusa, séculos XVI a XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 130 (com adaptações).
Considerando-se a definição de “principais”(R. 8) no texto acima e a sua concretização histórica na sociedade do Antigo Regime português na América, é correto afirmar que esses indivíduos