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A década de sessenta do século passado foi marcada mundialmente pela forte presença, no universo cultural, da atuação jovem, cujas influências estenderam-se aos meios políticos e sociais. Nesse período de efervescência cultural em todo país, germinaram grandes mudanças nas estruturas sociais e políticas brasileiras. No plano político, ocorreu o golpe militar e surgiram as comunidades ligadas aos movimentos de esquerda. No plano internacional, havia a Guerra Fria como grande fonte polarizadora do mundo. Esse contexto conduzia o país, a sociedade e a cultura, divididos entre o senso comum e a dita resistência da esquerda brasileira, a um estado de estagnação. Avesso a essa conjuntura, um grupo de jovens artistas, músicos e compositores que não estavam satisfeitos com os rumos que música nacional estava tomando, armado com uma proposta de ruptura dos padrões estabelecidos, introduziu, no cenário cultural brasileiro, uma grande mistura de ideias, estilos, tendências e linguagens com elementos da cultura jovem mundial, tais como o rock, os sons eletrônicos da guitarra elétrica, o colorido psicodélico hippie e os movimentos de vanguarda erudita, buscando criar uma música universal. Para os artistas tropicalistas, era plenamente possível unir o erudito ao popular. Com a ditadura militar no Brasil e a entrada maciça dos movimentos culturais exportados especialmente dos Estados Unidos da América e de países da Europa Ocidental, os tropicalistas procuraram incorporar os elementos culturais estrangeiros, misturando-os aos já conhecidos traços típicos da música brasileira, que remetem à antropofagia apresentada pelos modernistas na semana de 22.
Considerando-se as informações apresentadas no fragmento de texto acima, é correto afirmar que o tropicalismo