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Embora pareça absurdo, por muito tempo os exercícios físico-militares fizeram parte dos currículos das escolas civis brasileiras. Isso ocorreu na passagem do século XIX para o XX, período marcado por uma grande tensão política e militar entre as nações europeias, e que levou à Primeira Guerra Mundial. Os exercícios físico-militares eram ensinados por professores e militares e tinham como objetivo preparar os alunos para que pudessem defender a nação em conflitos armados no futuro.
A prática dos exercícios físico-militares nas escolas fazia parte de uma filosofia educacional geralmente desconhecida por regentes e pais. Alguns desses acreditavam que seus filhos corriam o risco de ter de entrar para a carreira militar por estarem participando dessas aulas nas escolas. Também havia aqueles que não viam qualquer sentido ou utilidade nos exercícios. Outros apontavam os riscos para a saúde de crianças e jovens, especialmente por inexistirem espaços físicos para a realização das atividades.
A falta de militares, professores mal preparados e a oposição dos pais criaram dificuldades para a realização dos exercícios nas escolas brasileiras. Havia um sentimento generalizado de que essas atividades representavam a formação de um espírito belicista, estranho à realidade brasileira. Em meados do século XX, esses exercícios caíram em desuso nas escolas. O fim da Segunda Guerra Mundial e a necessidade de se estabelecer um ambiente mais pacífico entre as nações certamente contribuíram muito para isso.
O pronome demonstrativo “aqueles” (R.15) substitui “regentes e pais” (R.12).