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No início dos tempos, o homem utilizava partes do corpo como um padrão para a realização de suas medições, pois era prático usar uma medida que poderia ser empregada por qualquer cidadão. Dessa forma, surgiram padrões como a polegada, o palmo, o pé, a jarda e o passo. O Antigo Testamento, por exemplo, relata que Noé construiu a arca usando uma medida chamada côvado, a qual era padrão somente na região onde habitava e era equivalente a três palmos, ou cerca de 66 cm. Em geral, essas unidades eram baseadas em medidas do corpo do rei, e toda a população deveria seguir esses padrões.
Em 1790, criou-se um sistema único de pesos e medidas com o intuito de encontrar um padrão de medida cuja unidade fosse oriunda da natureza. Para a criação desse padrão, que deveria ter suas unidades registradas de acordo com o sistema decimal, foi desenvolvido um projeto para se determinar a distância entre Dunkerque (França) e Montjuich (Espanha), equivalente a 9,5º do meridiano. A décima milionésima parte dessa medida foi denominada metro, derivado do latim metru, que significa uma medida, e do termo grego métron, que significa medir. A medida do metro foi se modificando com o avanço da tecnologia, até que o metro passou a ser definido como a distância que a luz percorre em 1/299.792.458 de segundo.
Em 1795, na França, foi proibida por lei a fabricação de produtos que usassem medidas antigas. A legislação francesa estabeleceu o metro como medida de comprimento, o litro como medida de volume, o grama como medida de massa e o franco como moeda. No Brasil, o metro foi adotado a partir de 26 de julho de 1862, com a Lei Imperial n.º 1.157 (assinada por D. Pedro II), na qual foi estabelecido um prazo de dez anos para a substituição dos padrões antigos pelo metro.
As opções a seguir apresentam reescrituras do trecho “foi proibida por lei a fabricação de produtos que usassem medidas antigas” (R.24-25). Assinale a opção em que a correção gramatical e os sentidos do texto são mantidos.