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A Bik.e será, quando entrar em linha de montagem, uma sucessora do Fusca. Tem a mesma conjugação de linhas curvas. Encarna a próxima geração do meio de transporte ao mesmo tempo racional, popular e simpático. Como tal, apresentou-se oficialmente ao público, semanas atrás, em uma feira de automóveis na China. Ela é elétrica. Carrega-se até em bateria de automóvel. Dobrável como um contorcionista de circo, cabe no compartimento do estepe, no fundo do porta-malas. Tem fôlego para cobrir uns 20 quilômetros, por ser essa a distância que, supostamente, liga as tomadas de qualquer destino em uma cidade. Seus freios são a disco na roda dianteira e na traseira. É muda, ou seja, mais que silenciosa. Promete não emitir nada, a não ser impulsos contagiosos de se ter uma igual. A Bik.e vem com tudo para agradar, a começar pelo nome esperto e um diploma automático na dura disciplina de “mobilidade sustentável”. Vem como um aviso concreto de que a era do automóvel está mesmo se despedindo.
Em “apresentou-se” (R.4), “Carrega-se” (R.7), “se ter” (R.14) e “se despedindo” (R.18), o pronome se refere-se a “Bik.e” (R.1).