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Quem mora em cidades grandes até perdeu o hábito de olhar para o céu à noite. As estrelas, que já foram fonte de inspiração para tantos poetas, filósofos e apaixonados, parecem diminuir em número e tamanho a cada dia, mas basta se afastar um pouco do centro urbano para perceber a beleza que trazem para o céu quando estão todas à vista. É que o excesso de luminosidade das cidades está provocando o que os astrônomos chamam de poluição luminosa. Lâmpadas voltadas para o céu nos postes de rua e excesso de luz não só dificultam ver estrelas como causam um estresse a mais no ser humano e nos animais.
Para combater esse tipo de poluição, algumas medidas já estão sendo tomadas. Em Chicago, nos Estados Unidos da América, pelo menos trinta arranha-céus localizados na linha de migração de algumas aves mantêm suas luzes apagadas à noite para evitar a morte dos pássaros, que são atraídos pela iluminação artificial e se chocam contra os vidros dos prédios. Em Porto Seguro, na Bahia, há restrições para a iluminação nos locais onde há ninhos de tartarugas marinhas — os filhotes ficam desorientados com a luz artificial e perdem o caminho de volta para o mar.
Outra iniciativa importante foi a criação do projeto Reluz. A ideia é incentivar as prefeituras a mudarem a posição das lâmpadas, utilizando também as que gastam menos energia. Nem todas as prefeituras aderiram, mas cada um pode fazer a sua parte, diminuindo a quantidade de lâmpadas acesas em casa, por exemplo.
O trecho “que já foram (...) apaixonados” (R.2-3), isolado por vírgulas, especifica o tipo de estrelas que parecem diminuir em número e tamanho: aquelas que inspiraram poetas, filósofos e apaixonados.