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O Brasil tem 24,8 milhões de pessoas consideradas aptas para trabalhar. Mas, nesse universo, há cerca de 5,5 milhões de pessoas condenadas a ficar fora do mercado de trabalho, tal como ele se apresenta hoje, visto que lhes falta a essencial qualificação. Para estes, 20% da força de trabalho, resta tentar ganhar o pão de cada dia fazendo bicos ou trabalhos regulares, porém de baixa exigência e, portanto, com ganhos ínfimos.
Esses números estão em trabalho recentemente divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), no qual se revela que outros 653 mil trabalhadores, no topo da pirâmide do preparo profissional, igualmente tenderão a ficar batendo de porta em porta em busca de colocação. Para eles, em razão da crise mundial, fecharam-se postos de trabalho, pois suas empresas preferiram liberar mão de obra qualificada, reduzir gastos — esses profissionais são os de mais altos salários — e esperar a tempestade passar. E ela ainda não passou.
Em outras áreas, porém, como construção civil, comércio e hotelaria, o estudo do IPEA revela que já se faz sentir a falta de profissionais por motivo semelhante ao causado pela crise. A recuperação econômica, que ocorreu com velocidade espantosa em áreas como a de construção, não deixou espaço e tempo para que se preparasse tanta gente, em número e qualidade, para atender à demanda, especialmente no Sudeste e no Sul do país, onde se constroem mais moradias e obras de infraestrutura alimentadas por programas habitacionais, pelas eleições e, como não poderia deixar de ser, pelo futebol, que terá o Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014. Casas, saúde, transportes, saneamento e iluminação implicarão investimentos superiores a R$ 1 trilhão, conforme anunciado pelo governo em março. Para este ano, o crescimento econômico deve gerar 2 milhões de vagas, dizem as estimativas oficiais.
Quanto às ideias expressas no texto, assinale a opção correta.