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A relação de poder e status entre grupos está ligada à identidade social, que permite ao grupo dominante na sociedade, por deter o poder e o status, impor valores e ideologias, que, por sua vez, servem para legitimar e perpetuar o status quo. Vale lembrar que os indivíduos nascem já inseridos em uma estrutura social e, simplesmente em função do sexo ou da classe social, entre outros itens, são colocados em um ou em outro grupo social. Dessa forma, adquirem as categorias sociais definitivas dos grupos aos quais pertencem e que podem ter valores sociais positivos ou negativos. Os membros dos grupos dominantes e de status superior passam a ter identidade social positiva e maior grau de autoestima. Da mesma forma, os membros de status inferior ou de grupos subordinados têm ou adquirem identidade social menos positiva e menor autoestima. Entretanto, se a mobilidade para uma classe superior parece impossível e os membros do grupo inferior percebem as fronteiras entre os grupos como impenetráveis, eles podem vir a adotar estratégias coletivas para criar uma identidade social mais positiva para o seu grupo. Tais mudanças são denominadas mudanças sociais.
A preposição a, em “aos quais” (l.9), estabelece relações sintático-semânticas com o verbo pertencer; por tal motivo, essa preposição não poderia ser omitida no período, mesmo se o pronome fosse substituído por a que.