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Marisa, com 40 anos de idade, chegou ao pronto-socorro médico em posição emborcada, com sua cabeça quase alcançando seus joelhos, se queixando em voz muito baixa, de dores no corpo todo, dizendo não aguentar mais conviver com essa dor espalhada e enlouquecedora, por tanto tempo, quase dez anos, data que coincide com a morte de seu filho adolescente, atropelado nas proximidades da escola. Desde então, deixara de trabalhar e, apesar de todo apoio que recebe de sua família, nunca mais foi capaz de realizar qualquer atividade, seja em casa, seja na docência, onde atuou por quinze anos. Nesses anos, Marisa diz ter consultado várias clínicas médicas e realizado vários exames, mas nenhum detectou seu problema, que para ela permanece sem nome e sem tratamento. Recebida pelo serviço de avaliação da dor, após alguns minutos de conversa, Marisa se mostrou mais relaxada e adotou uma postura corporal mais retilínea.
Quanto aos aspectos envolvidos na avaliação psicológica da dor relatada nesse caso hipotético, assinale a opção correta.