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A desigualdade e a sustentabilidade estão diretamente ligadas aos desequilíbrios na inclusão das pessoas nos processos produtivos. A mão de obra, a nossa imensa capacidade ociosa de produção, mais parece um problema do que uma oportunidade. O fato essencial para nós é que o modelo atual subutiliza a metade das capacidades produtivas do país. Evoluir para formas alternativas de organização torna-se simplesmente necessário.
Assim, o drama da desigualdade não constitui apenas um problema de distribuição mais justa da renda e da riqueza: envolve a inclusão produtiva digna da maioria da população desempregada, subempregada, ou encurralada nos diversos tipos de atividades informais. Um PIB que cresce mas não inclui as populações não é sustentável.
No âmbito global, esse é um problema que atinge quase dois terços da população mundial a quem se trava o acesso ao financiamento, às tecnologias, ao direito de cada um ganhar o pão da sua família.
A expressão “a nossa imensa capacidade ociosa de produção” (R.3-4) deve ser, necessariamente, demarcada por vírgulas porque sua função é a de explicar como deve ser compreendida, no desenvolvimento da argumentação, “A mão de obra” (R.3).