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O mundo tem gerado excepcionais avanços tecnológicos nas últimas décadas e aumentado drasticamente sua capacidade de produzir bens e serviços. Ao mesmo tempo, convivemos com 3 bilhões de pobres, dos quais 1,2 bilhão são extremamente pobres. Uma em cada seis pessoas passa fome em um mundo que pode fornecer alimentos para uma população maior que a atual. A crise econômica mundial agravou esses problemas. A cidadania exige modelos econômicos que incluam a todos e existe uma demanda ativa e crescente em muitos países nesse sentido. A ética e a economia têm de estar a serviço de políticas públicas inclusivas. Nos países nórdicos, no Canadá e na pequena, mas muito ativa eticamente, Costa Rica está comprovado que práticas éticas fazem bem à economia, geram maior expectativa de vida e criam coesão social. Segundo o economista argentino Kliksberg, o círculo perverso da iniquidade só será rompido quando enxergarmos a pobreza como uma violação dos direitos humanos, contra a qual é preciso lutar diariamente.
Na linha 13, o uso da flexão de masculino em “comprovado” respeita as regras de concordância da norma culta porque está subentendida a palavra país antes de “Costa Rica”.