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No primeiro balanço resultante do monitoramento por satélite, foi detectado o sumiço, entre 2002 e 2008, de uma área da caatinga com três vezes o tamanho do Distrito Federal — pouco mais de 16.500 km². O ritmo é semelhante ao do desmatamento da Amazônia, com consequências graves, já que, nesse passo, a caatinga, cinco vezes menor, será consumida muito mais rapidamente. Por ano, a vegetação equivalente a duas cidades de São Paulo, a maior do Brasil, some do mapa, atirando 25 milhões de toneladas de carbono na atmosfera — e apertando ainda mais o ciclo do aquecimento global. De acordo com as previsões sombrias baseadas nesses números, o aumento da temperatura levará à redução das chuvas e ao êxodo populacional, em direção aos centros urbanos. Se nada for feito para conter o processo, a vulnerabilidade da caatinga ameaça prejudicar a recuperação da economia nordestina verificada nos últimos anos.
A coerência, a correção gramatical e o sentido original do texto acima serão mantidos caso se substitua o trecho