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Ao longo dos últimos anos, a demanda pelo ensino médio no Espírito Santo diminuiu. O número de matrículas caiu de 173.650, em 2001, para 139.984, em 2008. Nesse mesmo período, o número de escolas que ofertam o ensino médio teve um acréscimo de 102 estabelecimentos e atingiu o total de 438 instituições desse grau de ensino. Simultaneamente, a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar aponta a sustentação da escolaridade média da população adulta (25 anos de idade ou mais) no Espírito Santo em 7 anos de estudo, patamar abaixo do necessário para a conclusão do ensino fundamental (9 anos).
Mantém-se, portanto, a necessidade de se ampliar a taxa de escolarização por meio do declínio na retenção no ensino fundamental e da maior inclusão de jovens, especialmente com mudanças nos patamares de atratividade do ensino médio. A conquista de melhores padrões de qualidade no ensino pode ser uma das vias para se alcançar a maior cobertura educacional.
Em geral, o controle sobre a melhoria contínua da qualidade educacional é realizado por meio da gestão por resultados no sistema de ensino e da aplicação de testes padronizados. No Brasil, o Sistema Nacional de Avaliação consolidou-se concomitantemente às principais reformas educacionais, com a implantação de três grandes avaliações — o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) —, que abrangem desde a educação básica, formada pelo ensino fundamental e médio, até o ensino superior.
A melhoria do ensino pode ser, para os estudantes, um fator de atratividade que assegura maior cobertura educacional para a população.