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O acidente de trânsito é democrático. Acontece em todos os lugares. Atinge todas as pessoas, independentemente de suas posições sociais. Não é um evento deliberado, mas fruto da displicência e da falta de atenção e, até mesmo, do gosto pelo risco e pela aventura. Para se ter uma noção do tamanho da tragédia que é o trânsito, o Brasil registra anualmente 1,5 milhão de acidentes. O número de pessoas feridas por ano é de 400 mil. Essa quantidade de acidentes resulta na morte de 35 mil pessoas por ano. Aproximadamente 7,5 milhões de pessoas se envolvem, de alguma forma, em acidentes de trânsito no período de um ano. Duas pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelaram que os acidentes de trânsito no Brasil custam ao Estado e à sociedade aproximadamente 30 bilhões de reais por ano, ou seja, 1,2% do PIB brasileiro. Desse modo, os acidentes de trânsito custam caro ao povo e à sociedade brasileira, onerando sobremaneira os sistemas de saúde e de segurança pública. É certo que existem deficiências técnicas, de infraestrutura e de engenharia. Entretanto, condutores, motociclistas, ciclistas e, até mesmo, pedestres são incapazes de cumprir as mais elementares regras de circulação. Não obedecem à sinalização nem aos limites de velocidade, avançam sinal vermelho e falam ao celular enquanto dirigem. Não raramente dirigem embriagados ou sem habilitação. É esse tipo de comportamento perigoso que gera o risco e provoca os acidentes de trânsito.
O texto é predominantemente dissertativo.