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Há uma guerra que a sociedade brasileira está perdendo: a do trânsito. Relatório do Ministério da Saúde indica que, em sete anos, 247,7 mil pessoas morreram em acidentes nas ruas e estradas do país, das quais 36,6 mil em 2008, o último ano contabilizado nesse levantamento. Apesar da legislação mais rigorosa adotada em 1998 e mesmo com reiteradas campanhas de conscientização, a esperada revolução cultural nessa área não ocorreu. O país tem estradas mal sinalizadas, os motoristas persistem em desrespeitar o limite de velocidade, há milhares de casos de embriaguez ao volante, o investimento na duplicação das rodovias é insuficiente e a fiscalização é deficiente. Cada um desses fatores contribui com sua parte para que as estradas e ruas do país se transformem em fronts dessa guerra (até agora) perdida. Nas batalhas desse conflito, perecem em média cem pessoas por dia.
O trecho “Apesar da legislação” (l.5-6) confere ao período a ideia de oposição, já que antecipa uma informação contrária à do enunciado a que pertence.