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Atualmente, a questão social passa a ser objeto de um violento “processo de criminalização” que atinge as classes subalternas. Recicla-se a noção de “classes perigosas” — não mais laboriosas —, sujeitas a repressão e extinção. A tendência de naturalizar a questão social é acompanhada da transformação de suas manifestações em objeto de programas assistenciais focalizados de “combate à pobreza” ou em expressões da violência aos pobres, cuja resposta é a segurança e repressão oficiais.
M. V. Iamamoto. Serviço social em tempo de capital fetiche. Capital financeiro e questão social. São Paulo: Cortez, 2007, p.163 (com adaptações).
A noção de “classes perigosas” remete ao passado, quando a questão social era compreendida como caso de polícia, em vez de ser objeto de uma ação sistemática do Estado.