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Lendo provas de um poema Com Rubem Braga, certa vez, lia em provas Dois Parlamentos. Na manhã ipanema e verão, em volta do alto apartamento, sem que carniça houvesse perto, sem explicação, todo um elenco de urubus se pôs a rondar a cobertura, em voos pensos: como se farejassem a morte no texto que estávamos lendo e se a inodora morte escrita não fosse esconjuro mas treno O urubu mobilizado Durante as secas do Sertão, o urubu, de urubu livre, passa a funcionário. O urubu não retira, pois prevendo cedo que lhe mobilizarão a técnica e o tacto, cala os serviços prestados e diplomas, que o enquadrariam num melhor salário, e vai acolitar os empreiteiros da seca, veterano, mas ainda com zelos de novato: aviando com eutanásia o morto incerto, ele, que no civil quer o morto claro. Embora mobilizado, nesse urubu em ação reponta logo o perfeito profissional. No ar compenetrado, curvo e conselheiro, no todo de guarda-chuva, na unção clerical, com que age, embora em posto subalterno: ele, um convicto profissional liberal.
Com relação aos textos acima — poemas de João Cabral de Melo Neto —, julgue (C ou E) os itens subsequentes.