///
“Sick-lit”, a nova e polêmica literatura para adolescentes A lista dos livros infanto-juvenis mais vendidos nos EUA e na Inglaterra não é mais encabeçada por histórias com vampiros, princesas, hobbits, detetives ou fadinhas que soltam pó de pirlimpimpim, como vinha acontecendo nas últimas décadas. No topo dos best sellers do jornal The New York Times para o gênero está “A culpa é das estrelas” (lançado no Brasil pela editora Intrínseca), de John Green, em que a protagonista é uma menina com câncer avançado. Em segundo lugar, aparece “As vantagens de ser invisível” (editora Rocco), de Stephen Chbosky, sobre um adolescente deprimido cujo melhor amigo cometeu suicídio e que, dependendo de como forem as coisas na escola, pode ir pelo mesmo caminho. Esse tipo de história – voltada para adolescentes, mas trazendo personagens envoltos em doenças graves, _________, anorexia, tentativas de suicídio e outros problemas realistas que a fantasia costumava ignorar – vem sendo chamado de sick-lit, algo como “literatura enferma”, em português. É um termo que traz uma conotação negativa e muitas vezes ignora a qualidade dos livros, mas que tem gerado polêmica e pode indicar uma tendência. – A adolescência é uma fase mais down, em que os jovens sempre se cercaram de temas como esses. Não acredito que faça algum mal específico para o leitor. E não acho que o livro seja a única forma de contato dele com o assunto – afirma Julia Schwarcz, editora dos selos infantis e juvenis da Companhia das Letras. – Mas acho que existe uma diferenciação. Há livros muito bons, como o do John Green, que trata de sofrimento, mas tem uma história de superação. Só que alguns vieram na esteira, tentando se aproveitar do sucesso dos outros, e abordam a temática de forma mais gratuita. O segmento juvenil cresceu muito nos últimos anos, e vários autores tentam seguir a onda.
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna do texto CORRETAMENTE: