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Nos EUA, morrer está mais difícil
A longevidade da população está aumentando na maioria dos países do mundo. Estudos epidemiológicos reafirmam de forma precisa essa constatação. Infelizmente, poucos países dispõem de infraestrutura e de dados fidedignos para ajudar cientistas e autoridades de saúde compreenderem as implicações e os impactos das doenças na vida das pessoas, assim como desenhar soluções e mudanças estratégicas com o intuito de melhorar, quando possível, a vida em qualidade e quantidade.
Nos Estados Unidos, os dados são mais disponíveis e mais críveis. Um grupo de cientistas da Sociedade Americana de Câncer, liderados pelo doutor Joseph Ma, debruçou-se sobre os dados de mortalidade dos americanos, entre 1969 e 2013, e os publicou posteriormente.
Os gráficos expostos nesse artigo científico são cristalinos. Entre 1969 e 2013, houve uma redução drástica da taxa de mortalidade dos americanos, independentemente de sexo. No fim da década de 60, anualmente morriam 1.278 indivíduos em cada 100 mil habitantes. Em 2013, ou seja, menos de 50 anos depois, essa taxa diminuiu em 42,8%, atingindo 729 óbitos por 100 mil americanos, o que corresponde a 1,3% menos mortes por ano.
As notícias são, em geral, boas e fornecem dados para as autoridades de saúde ficarem confortáveis e preocupadas ao mesmo tempo. Confortáveis pela impressionante melhora do controle de muitas doenças e pela possibilidade, pelo menos teórica, de controlar a sexta causa, ainda rebelde. Bastaria criar programas mais eficientes de apoio ao tabagista.
Preocupadas, por outro lado, pois ainda morrem muitos cidadãos de doenças passíveis de prevenção, de diagnóstico e de tratamento eficaz, com a óbvia necessidade de estender os cuidados de saúde a toda população, em seus vários segmentos socioeconômicos.
Além disso, há a preocupação da perspectiva de muitas pessoas viverem cada vez mais, aumentando progressivamente pressão sobre o sistema previdenciário e de saúde. Equação difícil de resolver, mas que, no entanto, precisa ser encarada e resolvida. E se me perguntarem do que morrem os brasileiros atualmente, direi que já temos boa ideia, mas pouca certeza. Por enquanto, aguardamos os dados nacionais, atuais, reais e fidedignos, e autoridades genuinamente preocupadas.
Em “Bastaria criar programas mais eficientes de apoio ao tabagista.”, o verbo “bastar” está conjugado em qual tempo e modo?