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Moluscos aquáticos muito apreciados na culinária, os mexilhões “andam” em corda bamba nas águas cada vez mais ácidas de um mundo em aquecimento. Cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram que a acidificação dos oceanos causada pelas emissões de carbono afeta a capacidade dos mexilhões se prenderem rochas e outros substratos sólidos, o que faz com que eles se tornem alvos fáceis para os predadores, além de ameaçar a indústria de criação da iguaria. Os mexilhões fixam-se em superfícies sólidas, como rochas e pedaços de madeira, para conseguir filtrar a água do mar e se alimentar de plânctons, organismos com menos de um centésimo de milímetro. Eles geralmente vivem em zonas de maré, onde as fortes ondas e correntes ajudam a protegê-los de predadores como caranguejos, peixes e estrelas do mar. Mas se um mexilhão não consegue se fixar e “despenca” no fundo mar, ele é prontamente consumido. “Uma forte fixação é, literalmente, a tábua de salvação de um mexilhão”, diz o professor Emily Carrington, um dos pesquisadores. Segundo a pesquisa da Universidade de Washington, a variação do pH nas águas, em consequência das emissões crescentes de CO2, afeta especificamente a placa adesiva que liga o mexilhão superfície subjacente. Os estudos laboratoriais iniciais mostraram que mexilhões fazem uma fixação mais fraca quando o pH da água do mar cai abaixo de 7.6, sendo que o parâmetro considerado seguro é de 8.0.
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