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“As pessoas estão adoecendo por consumirem produtos de prateleiras”, alerta pesquisadora
“A alimentação saudável não pode ser direito de uma única classe social. As pessoas estão adoecendo por consumirem produtos de prateleiras, por isso o acesso ao verdadeiro alimento deve ser garantido para todos e todas”. Esse foi o alerta dado pela pesquisadora da área alimentar, Patrícia Pinto, durante o painel “O alimento como direito, agrotóxico e saúde humana”, evento promovido pelos setores de produção e saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Festival Nacional de Arte e Cultura da Reforma Agrária, na cidade de Belo Horizonte/MG.
Conforme Patrícia, que trabalha memória gustativa com pequenos agricultores de todas as regiões do País, o tipo de comida a que a população tem acesso influencia diretamente na boa saúde ou no surgimento de várias doenças.
Segundo ela, os alimentos saudáveis estão cada vez mais distantes da mesa dos brasileiros, e essa realidade não surge apenas da invasão do agronegócio nas lavouras e nos espaços de comercialização.
“Os consumidores da cidade se identificam quando encontram arroz agroecológico, mas não conseguem tê-lo como parte de sua vida, porque esse alimento, que é limpo, praticamente sumiu das prateleiras. Isso também está relacionado aos cultivos saudáveis que os agricultores perderam com o passar das gerações”, disse.
O trabalho desenvolvido pela pesquisadora tem o intuito de, através da memória, conscientizar produtores e consumidores sobre a ligação existente entre saúde, produção e consumo. “As pessoas começam despertar para a valorização daquilo que verdadeiramente é alimento, porque ele deixou de ser produzido ou, então, porque é produzido em pequena escala. É um diálogo sobre o saber do cultivo e do cozinhar com os povos do campo e da cidade”, completou.
Ao se pluralizar o termo sublinhado em “O trabalho desenvolvido pela pesquisadora tem o intuito de, através da memória, conscientizar produtores e consumidores sobre a ligação existente entre saúde, produção e consumo.”, quantas outras palavras obrigatoriamente sofrerão alteração de número para fins de concordância?