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Já foi considerada crime e castigada, depois passou a ser entendida como uma doença que precisava de tratamento. Até os anos 70, a grande maioria dos estudiosos acreditava que a homoafetividade ou homossexualidade era um desvio da orientação sexual provocado pela perturbação do desenvolvimento psicossexual no processo de identificação infantil. Por conta de tal afirmação e do poder exercido por ela, tais ideias repressivas tiveram uma grande repercussão.
Foi somente na década de 1990 que o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, utilizado pela classe médica) retirou a homossexualidade da condição de distúrbio mental. Alguns anos depois, a OMS (Organização Mundial da Saúde) trocou o termo homossexualismo por homossexualidade, deixando também de considerá-la uma doença.
De todas as teorias existentes que tentam dar conta das razões da homossexualidade, o que se tem certeza é que ninguém opta por ser homossexual; assim, não se pode alterar a orientação a qualquer tempo, como se fosse um vício a ser abandonado. Tal condição não se modifica, assim como não existem remédios ou terapias de reversão dos sentimentos ou emoções homossexuais. A homoafetividade é uma expressão natural da sexualidade humana, mas, por termos como base social uma família nuclear heterossexual, muitos ainda se sentem desconfortáveis e acabam por discriminar tal escolha.
Muitos homossexuais percebem desde cedo que seu interesse está direcionado a pessoas do mesmo sexo, outros só descobrem mais tarde o que tais sentimentos querem dizer. E ainda há aqueles que, apesar de se perceberem “diferentes” da maioria, vivem uma vida encoberta, sem se admitirem homossexuais, ainda que sintam desejo por pessoas do mesmo sexo.
Em relação ao texto, analisar a sentença abaixo: Homoafetividade é expressão natural da sexualidade (1ª parte). Homoafetividade pode ser tratada com remédios ou terapias (2ª parte).
A sentença está: