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Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
Com base na leitura do poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade, é possível afirmar: I)O eu-poético acreditou durante um tempo que ausência era sinônimo de falta, ou seja, um vazio constante.
II)No presente, o sujeito poético não lastima a falta, já que, por ser mais maduro e, consequentemente, mais sábio, aprendeu a superá-la.
III)O sujeito poético aprendeu, com o passar do tempo, que a ausência, na verdade, não pode ser sinônimo de falta, uma vez que faz parte dele.
IV)O eu-poético decide, por fim, acolher a ausência com certa alegria.
É CORRETO o que se afirma em: